A cena é sempre igual: o suporte fica firme por algumas semanas, você confia, coloca o xampu grande, e um dia ele despenca junto com tudo. A explicação óbvia seria cola ruim. Mas se você olhar o que sobrou na parede, muitas vezes a cola ainda está lá, e o que cedeu foi o metal, ou a estrutura por dentro do plástico. O banheiro venceu antes da cola.
O que o vapor faz e o respingo não faz
Água que respinga escorre e seca. Vapor é diferente: ele condensa em toda superfície mais fria que o ar, entra por qualquer fresta e permanece. Depois do banho, o banheiro fechado passa horas com umidade alta, e é nesse período longo, e não durante o banho, que a corrosão trabalha. Por isso a ferrugem começa por dentro, onde você não vê, e a peça já está comprometida quando a primeira mancha aparece.
Adesivo: onde ele funciona e onde ele mente
Fixação adesiva boa depende mais da superfície do que do adesivo. Azulejo liso e limpo segura muito peso; rejunte, parede porosa e superfície com resíduo de sabão não seguram quase nada, por melhor que seja a fita. Vale limpar a área com álcool, esperar secar completamente, colar e não pendurar nada por pelo menos o tempo de cura indicado. Metade dos suportes que caem foi carregada cedo demais.
- Cole sempre no azulejo inteiro, nunca em cima do rejunte, que é poroso e não dá agarre.
- Limpe com álcool, não com produto de limpeza que deixe película, e deixe secar antes de aplicar.
- Respeite a cura antes de pendurar peso; é o passo que todo mundo pula e é o que mais derruba suporte.
- Deixe o banheiro ventilar depois do banho: é a medida mais barata que existe contra ferrugem, e não custa nada.
Em banheiro, durabilidade não é luxo, é economia. A peça que aguenta o vapor evita a segunda compra, o furo na parede e o susto do vidro do box.
